O TUBO

Se você perguntar para alguns surfistas, qual a manobra que eles preferem ou o que os motiva a entrar na água com determinada frequência: nove em cada dez responderão antes mesmo de você terminar a pergunta: O TUBO.

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Para quem acompanha surf pelo mundo através das redes sociais, viu na semana passada, um filme que mostrou o surfista, Mitch Parkinson, pegando 7 tubos na mesma onda em Snapper Rocks, Gold Coast – Austrália. Que chamou a atenção até de pessoais que nunca subiram em cima de uma prancha e viralizou.

[Isso só é possível quando a bancada de areia se junta e conecta 3 ondas em uma só, vira, o que chamamos de Super Banks. Explicaremos em breve um pouco mais sobre isso.]

A sensação de ficar cercado de água salgada em movimento, sem ao menos ser tocado por ela, é mágico e praticamente indescritível. É uma chance inigualável de estar completamente envolvido pela força da natureza, porém sem atrapalhar ou interromper o seu curso original. Talvez essa seja a maior diferença com relação a qualquer outro esporte praticado sobre pranchas.

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O tubo não é apenas uma manobra e essa é a grande questão! Envolve sentimentos, energias diversas, conhecimento e emoções que podem durar até uma fração de segundo para quem está vendo de fora, mas uma eternidade para quem esta dentro do cilindro aquático.

Quando pegamos um tubo parece que a vida fica em câmera lenta automaticamente, e o tempo se estende em muito mais que poucos segundos. E se de fato durar muitos segundos é possível ter a sensação de que passaram alguns minutos. É muito intenso!

Quem se lembra do desenho caverna do dragão [clássico dos anos 90] quando eles enxergavam o portal para o seu mundo? Pois é, a sensação é parecida, quando se está dentro do tubo, vendo a imagem do lado de fora, parece uma passagem secreta para um novo mundo. Onde a percepção é totalmente diferente.

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Depois que se pega o primeiro tubo, sua missão no surf muda e a busca pelas cavernas aquáticas vira uma obsessão insaciável.

As vezes mesmo sem saída o que vale é ficar o maior tempo possível cercado de água salgada. Se você ainda não está convencido que essa deveria ser a sua principal meta, veja o que o consagrado Slater tem a dizer sobre os tubos:

Você está tão focado que passa a perceber as coisas de uma maneira diferente e fica completamente consciente de tudo, as imagens da água, sua força, o som e tudo mais que está ao seu redor” – Kelly Slater

Bom chega de conversa e bora pra água procurar a sombra no mar, que só é possível em um lugar: DENTRO DO TUBO!

Se não rolar essa semana, fique com a session de 4 minutos abaixo pra matar a saudade e motiva-lo a acordar cedo pra um bate-volta:

  7 comments for “O TUBO

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