O QUE HÁ DE VALIOSO NA ROTINA?

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Mesmo que todo mundo só pense em fugir dela e encontrar formas de dribla-la, a rotina têm sim o seu valor! Explico o por quê:

É na rotina que você consegue estabelecer o que você gosta e o que você não gosta, selecionar as coisas que te fazem bem – e o que você realmente precisa evitar.

Ninguém se cansa da mudança e da novidade e é apenas na rotina, que, mesmo cansado você passa a se conhecer. Conhecer seus limites, seus medos, o que te viola e o que faz cada segundo valer a pena.

Nem eu e nem você nunca ouvimos falar de alguém que estava deitado em sua cama e mudou o mundo. Mas temos uma coleção de histórias que flertam com persistência e desafios consecutivos.

A criatividade também é produto da rotina. Afinal para colorir a vida é preciso ser criativo, é preciso escolher quais papéis vamos desempenhar, e quando vamos desempenhar – qual roupa vamos usar e qual tom de voz irá determinar nossas palavras. Sem falar na prática constante de observação que nos mostra à cada exercício como as mesmas coisas não param de mudar.

É apenas em um espaço constante que você irá entender o significado de se reinventar. E vai buscar o objetivo certo para desejar e o propósito ideal para estimular. É apenas no dia a dia que você vai escrever e reescrever sua rota e depois de apagar algumas vezes – encontrar o que você vai chamar de estratégia.

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Assim como nos treinamentos de luta é preciso calejar para ganhar força e aceitar os hematomas até que eles parem de doer. Rotina é coisa para os exploradores, para os corajosos e para quem está disposto a escrever sua própria história vendo a liberdade onde ninguém mais vê.

Rotina não é escritório, é disciplina. Rotina não é acordar cedo, é ser dono do seu próprio tempo. Rotina não é castigo, é oportunidade. Rotina não é sequência de procedimentos é norte. Rotina não é costume é arte. Rotina requer força, vontade e muita disposição.

E o que tudo isso tem a ver com o surf?

Têm coisa mais repetitiva do que as inúmeras voltas para o fundo em uma queda? Tem rotina mais irresistível do que a de acompanhar a ondulação que entra no litoral? Quer movimento mais repetitivo do que a remada? Já parou para refletir sobre a força necessária para vencer a correnteza ou passar a arrebentação? Quer situação sequencial mais desagradável do que saber que parte do seu corpo vai ficar ardido, que tem áreas calejadas que irão sofrer mais ainda e que cair é um certeza? E o que falar sobre o elemento imóvel mais inconstante da terra – o mar?

É como já disse: rotina é para os fortes. Àqueles que topam driblar todas as incompatibilidades com as inúmeras definições de felicidade, remando até não ter mais força para surfar AQUELA onda – àquela que vai expor seus dentes para fora mesmo que você não queira, que vai fazer seus braços enfrentarem a gravidade em resposta à uma sensação de prazer que pode transbordar a semana e deixar fraca qualquer negatividade que o dia a dia possa trazer.

No surf ou na vida – a evolução é resposta da prática.

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