AVISO: SUA HISTÓRIA DE SURF PODE APARECER AQUI!

Aqui no Do Surf acreditamos em colaboração, falamos para surfistas de diferentes níveis, inclusive iniciantes, apoiamos o surf feminino e estamos de portas abertas para aqueles que amam o mar, mesmo que não tenham subido em uma prancha – ainda.

E cada vez mais queremos criar conteúdos que realmente ajudem vocês no dia a dia praiano, metropolitano ou onde quer que estejam e por isso decidimos compartilhar algumas histórias, além dos projetos que normalmente divulgamos de pessoas que escreveram pra gente via contato@equipedosurf.com!

Essa história é da família de surfistas da Kim Biersack!

“Ela tinha 20, acordava e colocava o biquíni, não via a hora dos pés descalços pisarem na areia. O cabelo era uma mistura de cores, o castanho claro natural e as manchas loiras de parafina. Sorria para o sol lá fora e seu estilo de vida era pura gratidão, sem precisar falar. “Te encontro na praia amanha?” Claro , chego cedo“. Naquela época não existia rede social, celular pra quê? Era a pura e almejada liberdade.Em um dia normal, sem música de fundo, ou likes em uma foto, o mar foi testemunha do primeiro encontro dos meus pais. Meu pai tinha um cabelo grande escuro, a pele até hoje carrega as manchinhas que apresentam um alguém que cresceu na praia, nessa época era raro alguém que o visse usando calça comprida.

Os olhos se cruzaram e meu pai falou “te encontro mais tarde aqui?”, “eu venho”, não teve amor à primeira vista, nem uma conversa que mudou a vida dos dois, teve energia, teve espiritualidade, mormaço. Os dois estão juntos à 22 anos, eu vim dois anos depois desse encontro e nesse meio tempo foram muitas praias visitadas, até praia de nudismo conheceram juntos, quando eu nasci, as surftrips tiverem que cessar, mas os dois continuaram juntos sempre com os pés na areia, onde decidiram qual seria o meu nome enquanto apreciavam o mar:

“Vai ser kim” , minha mãe achou diferente, gostou. Queria Yasmim também ou nada feito. E foi.

E desde que comecei a entender o que eu ouvia ficou claro: “Surfar é uma das melhores coisas que você pode fazer na vida” e apesar de ondas fortes e ressacas sempre tem algo bonito para se ver. Minha mãe sempre me dizia “Surfista surfa, bodyborder voa” e ela me contava sobre a equipe de surf com a modéstia de dizer “Eu só fazia uns 360 nada demais , mas quando entrava na água perdia a noção da hora”.

Cresci engatinhando na areia, passava pela minha mãe e ia pra água, ás vezes, por estar gelada me assustava, mas eu gostava. Herdei isso. Me ensinaram a amar o próximo, a respeitar, a tratar bem, deixar uma boa impressão, nunca me disseram que eu deveria ter uma religião , mas me ensinaram a ser espiritual. Aprendi que religião é algo que o homem criou, mais um dos vários rótulos que deveríamos carregar e não viver e praticar o amor como seus princípios.

A minha crença é o meu marzão que mergulhei sem querer sair. Ele é aquele fim de tarde que você deita na areia molhada e fica grato pelo cansaço bom que o surf rendeu. Eu sou surfista fixa das ondas daquilo que acredito. Lembro que peguei a primeira vez em uma prancha com 15 anos, estava na água com a minha avó olhando admirada a galera surfando, ela foi lá e disse para os surfistas que eu queria aprender, me chamaram e eu toda afobada já prendi a corda na canela e falei como se já tivesse uma grande experiência “Me avisa quando vier a onda boa pra eu remar” e foi. Eu fiquei em pé logo na minha primeira remada e me deixei cair no mar e falei “É isso! Tá no sangue”, finalizei meu dia com aquela galera, tive e tenho sorte de ter uma avó materna louca que encarava várias jornadas comigo.

Minha prancha hoje é uma triquilha herdada da minha irmã, fica pendurada no meu quarto e espera ansiosamente por cada fim de ano. Hoje com 20 anos eu trabalho como modelo – o que já me rendeu um desfile irado de homenagem a Company [marca de surf da época da minha mãe] – e estudo pra medicina. Sou como minha mãe na minha idade, grata, livre e com amor pela vida. Pra mim o viver tem gosto de água salgada, cheiro de parafina de abacaxi e não tem coisa melhor do que lançar uns drops por cima dos problemas.”

E aí curtiu a história da Kim? Tem uma boa história pra compartilhar? Então escreve pra gente no contato@equipedosurf.com ou nos encontre nas redes sociais: Facebook, Instagram ou Twitter.

Go For It!

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: