SURF FEMININO NO MUNDIAL?! SIM, TEMOS!

Se você nunca ouviu falar da cearense Silvana Lima, temos um problema.

A batalhadora Silvana já passou por inúmeros desafios e nem por um segundo pensou em desistir. Já se lesionou, passou anos sem patrocinador e de todos prêmios que ganhou, usou para ajudar sua família.

Ele já foi duas vezes vice-campeã mundial e voltou esse ano ao circuito, depois de passar um tempo na divisão de acesso com dois objetivos: ganhar o título mundial e se classificar para as olimpíadas de 2020.

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Ela quer inspirar cada vez mais o surf feminino no Brasil.

Silvana tem um história de vida muito potente e desafiadora: nasceu em Paracuru [CE], passou a infância dormindo em redes dentro de uma barraca com seus quatro irmãos. Pais separados, ela teve que trabalhar desde cedo vendendo comidas e bebidas na praia e olhando carros.

Começou a surfar cedo por conta da influência dos irmãos e literalmente: a falta do que fazer na beira da praia e com 17 anos saiu de casa para tentar a carreira como surfista. Começou a participar de campeonatos amadores para conseguir estar nos campeonatos profissionais sem patrocínio, tudo que ganhava investia em si e na família: em São Paulo ganhou um celta que vendeu para tirar sua mãe da barraca em que morava.

Ela sempre ajudou a família financeiramente e a mãe, hoje com 65 anos a se curar do alcoolismo.

Como surfista mulher sente a fraqueza e a escassez de surfistas mulheres no país, se ofende por não ser lembrada quando mencionam a “Brazilian Storm” e quer servir de exemplo para que mais mulheres se arrisquem sobre as ondas.

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Ela diz que sem uma constância de campeonatos locais a evolução será bem complicada, afinal sem patrocínio participar dos campeonatos internacionais se torna inviável. Treino sem competição faz pouco sentido e ser modelo não está entre suas ambições.

Hoje, mesmo sem patrocinador principal, tem conseguido se manter. As premiações de surf eram diferentes entre homens e mulheres, mas atualmente, já se equalizaram.

Ano passado, Silvana, mesmo em 14º lugar conseguiu mais de R$300.000,00 em premiações. Silvana treina e se arrisca em aéreos e outras manobras para pouco a pouco acabar com o machismo do esporte. Seu objetivo é ganhar o título e treinar nos próximos 3 anos para vencer as Olímpiadas e abrir espaço para as próximas mulheres que virão.

Silvana, o nosso muito obrigada ❤

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