IDADE MÁXIMA PARA COMEÇAR A SURFAR? NENHUMA!

Surfar nao tem idade do surf.jpeg

Mariluce Sposito é paulista, casada, tem 38 anos, 3 filhos e nunca esteve em seus planos de vida entrar no mar e tentar pegar onda.

Até porque já tinha sofrido um trauma, quase se afogado e temia o mar com todas as suas forças – o reflexo do respeito exagerado.

Cresceu assistindo Armação Ilimitada, As Inusitadas Aventuras do Juba e Lula e tinha Zelda Scott sempre na mente. Mas depois de começar a enfrentar as responsabilidades da vida adulta só conseguia relaxar e dormir assistindo canais de surf, se impressionando com os surfistas insanos dropando cracas como Teahupoo e Nazaré.

Diante da comum realidade das grandes metrópoles e mais de 5 anos sem férias, decidiu ir passar o final do ano de 2016 com a família no litoral Paranaense.

Sedenta de sol, mar, areia, curtiam a praia todos os dias, combinavam a atmosfera com boa música, as crianças sempre felizes e a família em plena sintonia. Foi quando ao retornar da praia pela orla uma escolinha de surf chamou atenção.

Será que ela teria coragem? Faria sentido? Mesmo com todo aquele medo?” Ela pensou. Deixou o tempo decidir, passou o natal, ano novo e as energias do recomeço a fizeram ir até o lugar e entender melhor como funcionava, era hora de acabar com o trauma do mar.

Evitar seus medos e justificar suas atitudes com o trauma é fácil, mas Mariluce fez diferente: contratou duas aulas para si e para a filha mais velha de 15 anos.

Ela fez o que muitos não tem coragem: se aqueceu, prestou atenção nas instruções, encarou seus traumas de frente, venceu sua ansiedade e como todo bom surfista iniciante caiu algumas ~ várias ~ vezes.

Quando já esperava pelas ondas há alguns minutos ouviu a voz do instrutor dizer: “REMA!”, se concentrou, se conectou, passou a sentir a onda vindo em sua direção e quando já não podia mais descrever nada com consciência: estava de pé indo em direção a praia, ouvindo a comemoração dos que a assistiam.

A sensação descrita só faz sentido para quem já tentou surfar. Mas foi para Mariluce como foi para todos quando ficaram pela primeira vez de pé na prancha. Ficou difícil descrever, foi complicado colocar em palavras, só dava pra ver no seu olhar e pra entender na vontade incessante de sentir aquilo de novo. Sentimento único e extraordinário.

Foi, aos 38 anos – “Como pude demorar tanto pra fazer isso?” – ela pensou. Tinha dúvidas, perguntas, mas também a certeza de o que começou ali não poderia parar. Tudo acontece na hora que tem que acontecer. “QUE VENHA O PRÓXIMO DROP!

O medo passou. O trauma se foi. Só restará a vontade de ir de novo. Ela e a filha dropando juntas: não poderia ser melhor. Missão cumprida!

Se você ainda está se perguntando porque deveria tentar surfar, aqui está a resposta: SEMPRE QUE SE ENTRA NO MAR PARA SURFAR VOCÊ SAI DE LÁ, MELHOR DO QUE ENTROU.

Mariluce Sposito, 38 anos não nos deixa mentir 😉 – Afinal surf não tem idade!

Go For It!

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