AFINAL, QUANTO TEMPO DEMORA PARA APRENDER A SURFAR?

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QUERO APRENDER A SURFAR! QUANTO TEMPO VOU DEMORAR PARA COMEÇAR A PEGAR UMAS ONDINHAS?!

Essa é uma pergunta frequente e que não tem uma única resposta. Há quem ofereça cursos online para se aprender a surfar em 7 dias sem nem entrar em contato com a água – no que diz respeito a experiência pessoal da equipe Do Surf isso soa mais como falta de respeito àqueles que enfrentam o frio, que entram no mar pequeno mesmo que seja para pegar uma única onda em seu tempo livre, e aqueles que vivem uma longa jornada aquática com dias bons e dias ruins – do que como uma oferta realista.

Para entrar na água para praticar qualquer esporte marinho a primeira coisa que você precisa carregar consigo é uma dose excessiva de determinação.

É ideal que você saiba nadar – não que você precise ser um nadador olímpico, mas saber usar a energia do seu corpo para entrar embaixo de uma onda ou para conseguir se locomover para longe da correnteza ou mesmo para conseguir sair do mar caso a prancha se solte da cordinha, é bem importante.

De resto, podemos afirmar que existem surfistas menos capacitados do que você caro leitor – com deficiência visual e física – que deslizam pelas ondas por aí – Relembre do time do adapt surf.

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Os motivos para você começar a surfar são vários [aqui separamos sete] e os cuidados que você deve ter enquanto for iniciante – também [Relembre aqui]. Mas os limites? Poucos e muito mais seus do que do esporte em si.

Começar em uma escolinha e curtir a experiência de ficar de pé em cima da prancha é essencial, mas se seu intuito é surfar ao longo de sua vida vale a pena ter ciência desde já que não será fácil e não tão rápido como você gostaria.

Diferente de esportes como skate, futebol, basquete, corrida ou tênis o surf transcende o treino prático e repetitivo, afinal sua pista é inconstante, é móvel e a mesma praia pode receber diferentes tipos de ondulação e ventos capazes de modificar – sem exageros – 100% da sua experiência e aprendizado.

Além disso, o surf exige que você se conecte com a essência da prática, que muitas vezes mais parece uma religião, uma arte ou um estilo de vida do que um esporte propriamente dito.

Cada fragmento da sua performance na água precisa ser trabalhado com frequência para se tornar natural a ponto de você partir para o próximo desafio. E quando falamos de fragmento a palavra é justa porque o aprendizado vai desde: se posicionar e se equilibrar em cima da prancha, à força para remar e se locomover sem gastos excessivos de energia, a agilidade durante o drop, a capacidade de cair e levantar se protegendo de tudo que não está vendo e sua habilidade de se manter se pé mesmo com a força do mar e até de produzir manobras.

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A teoria é muito importante, bem como sua determinação mencionada no início desse texto – mas nenhuma delas será suficiente se não houver a prática. A sua relação com o mar será determinante em sua jornada, é preciso observa-lo ele antes de entrar, olhar os demais surfistas na água, perceber como estão as ondas – quando você estiver na água, tudo ganhará uma outra proporção, na maioria das vezes: tudo parecerá muito maior do que a visão da areia e sem uma boa observação – ninguém chegou lá.

Não menospreze a espuma [parte branca que aparece depois que a onda quebra] no começo, ela tem força para que você adquira confiança e equilíbrio necessário e ganhe naturalidade no drop – para, no futuro, encarar as paredes da onda [partes lisas que aparecem antes da onda quebrar, normalmente sem parte “branca”] com classe.

Respeite o mar sendo cauteloso e comprometido ou acredite – a queda de quem tem pressa pode ser brutal e até traumatizante. E entenda que, como para qualquer outro esporte, ou para adquirir qualquer outra competência na vida, tempo e velocidade são contrastes complementares – não adianta se afobar, mas é preciso saber reagir antes que seja tarde demais.

Não vá para água se perguntando quando você estará dando aéreos, comemore as pequenas conquistas e use o surf para motivá-lo a cuidar cada vez mais do seu condicionamento físico, para que não falte energia quando o mar estiver esperando por você.

Nem mesmo Kelly Slater nasceu sabendo, e se ele ficar meses sem surfar, terá uma performance inferior – diferente do tal “andar de bicicleta a gente nunca esquece”, o treino para surfar é vital – e por isso entenda como vai balancear essa escolha em sua vida, quais hábitos vai assimilar e quais vai deixar de lado – buscando o propósito principal do surf: o equilíbrio, do corpo e também da mente.

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Não dá pra dizer quanto tempo exatamente demora para começar a andar de bicicleta, aprender a dirigir ou para jogar futebol. O que dá para dizer é que no mar tem espaço suficiente para os apaixonados praticarem até que aquele ambiente seja seu espaço natural e cada movimento seja quase automático – ou automágico se preferirem ;D

Respeitando o seu tempo e tratando o surf como uma prioridade [enfrentando seus medos e desafiando seus limites] ficaremos felizes em recebe-lo para comemorar cada pequena ou grande conquista 😀

Compartilhe sua experiência, isso pode motivar e ajudar muita gente!

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