A ETAPA DE SURF EM TRESTLES VAI COMEÇAR E VOCÊ NÃO DEVERIA PERDER!

Os motivos para não deixar de acompanhar são vários, mas talvez o principal deles seja que a Brazilian Storm começou aqui! Se lembra?

Faltam apenas quatro etapas para o fim da temporada e a corrida pelo título mundial de 2017 permanece aberta. Este ano vem sendo apontado como um dos mais competitivos de todos os tempos. As sete disputas realizadas até o momento tiveram campeões distintos, o que só ocorreu três vezes na história, esquentando ainda mais a briga pela taça. O Circuito Mundial desembarca em Trestles, na Califórnia, para mais uma intensa disputa por posições no ranking. O defensor do título e da lycra amarela de número um na oitava de 11 paradas do Tour é o sul-africano Jordy Smith.
A chamada para avaliar as condições do mar para o início da competição foi ontem, mas ainda não haviam condições suficientes para começar. Hoje deve rolar uma nova tentativa.
1. Berço do Brazilian Storm
Há seis anos, o domínio do Brasil no QS [divisão de acesso] Prime de Trestles impressionou o mundo. Seis brasileiros foram às quartas de final [Miguel Pupo, Jadson André, Heitor Alves e Jessé Mendes]. Pupo levou a melhor ao derrotar o ídolo local Tanner Gudauskas na final, coroando a memorável campanha do país. O desempenho em 2011 fez surgir o termo “Brazilian Storm” [Tempestade Brasileira] para se referir à chamada geração de ouro do surfe verde e amarelo. Medina foi campeão do QS de Trestles em 2012 e, na sequência, Filipe Toledo alcançou o bicampeonato [2015 e 2016] em Lowers.
Relembre a vitória de Miguel Pupo pelo QS Prime em Lower Trestles, em 2011. Foi ali que surgiu o termo
2. Brasil nunca venceu em Trestles
Embora exista uma tradição de bons resultados no QS [divisão de acesso], na elite, o Brasil nunca venceu em Trestles. As conquistas do passado provam o potencial do país na etapa, que promete trazer uma nova definição no ranking. A etapa na Califórnia é a única prova na elite que nunca foi vencida por um brasileiro. Quem chegou mais perto foi Mineirinho, vice em 2015, após ser superado pelo australiano Mick Fanning.
Adriano de Souza foi o brasileiro que chegou mais perto do título na elite nos EUA. Ele só parou na final de 2015 diante de Mick Fanning
Adriano de Souza foi o brasileiro que chegou mais perto do título na elite nos EUA. Ele só parou na final de 2015 diante de Mick Fanning.

3. Medalhões buscam a volta por cima
O curioso na lista dos sete campeões desta temporada é a ausência de nomes de peso. John John Florence [Margaret River, Austrália] e Adriano de Souza, o Mineirinho [Saquarema, Rio de Janeiro], foram os únicos campeões mundiais a arrematarem troféus em 2017. Mick Fanning, Kelly Slater e Gabriel Medina, por exemplo, não sentiram o gosto da vitória, mas têm tudo para dar a volta por cima na Califórnia. Slater é a exceção, pois se recupera da cirurgia para curar uma lesão no pé, sofrida em julho no pico de Boneyards, em J-Bay.
Medina perde bateria polêmica em Trestles e reclama dos juízes
4. Filipinho é “local”
Nascido em Ubatuba e radicado em San Clemente, na Califórnia, Filipe Toledo é “local” em Trestles. O paulista vem embalado pela vitória em Jeffreys Bay, na África do Sul, e conhece como poucos o lugar, ou melhor, o seu quintal de casa. Bicampeão do QS 10.000 em Lowers, o surfista revolucionou o surfe em J-Bay e está com um repertório variado e de alto nível. Filipinho é uma das principais apostas, ao lado de Medina, Mineirinho, JJ Florence, Julian Wilson e Jordy Smith.
Filipinho acertou dois aéreos alley oops em uma única onda e ainda emplacou sequência de manobras fortes em J-Bay: do clássico ao moderno.
5. Sete eventos, sete campeões
Há tempos, o mundo não via uma disputa tão equilibrada pelo caneco. Nenhum surfista alcançou duas vitórias nesta temporada e todas as etapas até o momento foram vencidas por surfistas diferentes, algo que não acontecia desde 1992, ano em que Kelly Slater conquistou o seu primeiro de 11 títulos, há 25 anos. Nenhum atleta do top 10 pode ser descartado da luta pela ponta.
6. Vale tudo: surfe moderno e tradicional
Nas ondas de Trestles, será possível contemplar o que há de melhor tanto no estilo moderno e inovador como nas manobras clássicas, o surfe de borda. Mick Fanning foi campeão em 2015 fazendo o dever de casa como manda a tradição. Medina chegou às semifinais daquele ano com aéreos e um repertório moderno, mas acabou sendo barrado pelo surfe tradicional de Tanner Gudauskas em uma bateria polêmica. Por outro lado, houve surfistas que alcançaram vitórias usando a progressividade. É o caso de Jordy Smith, vencedor da etapa em 2014 e 2016.
Jordy Smith defende o título e a liderança do ranking mundial na etapa de Trestles, oitava de 11 paradas do Circuito Mundial (Foto: Reprodução/Instagram)
Jordy Smith defende o título e a liderança do ranking mundial na etapa de Trestles, oitava de 11 paradas do Circuito Mundial.
7. Perseguição à lycra amarela
Devido ao equilíbrio de forças no Tour, Jordy terá de se impor para defender a liderança do ranking. O sul-africano é o atual número um, com 37,850 pontos, mas é ameaçado por John John Florence (36,900), Matt Wilkinson (35,950), Owen Wright (35,350) e Julian Wilson (33,200). Ainda há o perigo de Mineirinho (29,650), Medina (29,000), Joel Parkinson (26,150) e até Filipinho (24,450), dependendo de uma combinação de resultados. O vencedor da etapa ganha 10.000 pontos.
Campeão do QS Prime em Trestles, em 2011, Miguel Pupo ainda não se encontrou na temporada e mira bom resultado para fugir da degola (Foto: WSL/Cestari)
Campeão do QS Prime em Trestles, em 2011, Miguel Pupo ainda não se encontrou na temporada e mira bom resultado para fugir da degola.
8. Vida ou morte para se livrar na degola
Enquanto o primeiro pelotão trava um duelo à parte rumo ao topo, outro grupo está sedento por um grande resultado a fim de se livrar no rebaixamento. Só os top 22 se mantêm na elite. Dos 34 membros do CT, alguns vivem uma situação dramática e precisam urgentemente de pontos para permanecer na nata do esporte. É o caso dos veteranos Miguel Pupo (32º), Jadson André (32º) e Josh Kerr (35º), assim como Italo Ferreira (23º), Jack Freestone (27º) e Stuart Kennedy (30º). Quatro dos sete estreantes também precisam trabalhar duro para ficar entre os melhores do mundo. São eles: Ian Gouveia (25º), Ezekiel Lau (25º), Leonardo Fioravanti (29º) e Ethan Ewing (35º).
Depois de Trestles, restam apenas três etapas: Hossegor, na França, de 7 a 18 de outubro, Peniche, em Portugal, entre 20 e 31 de outubro, e o Pipeline Masters, no Havaí, de 8 a 20 de dezembro.
Baterias da 1ª fase em Trestles:
1 – Adriano de Souza (BRA), Wiggolly Dantas (BRA), Miguel Pupo (BRA)
2 – Julian Wilson (AUS), Caio Ibelli (BRA), Jadson Andre (BRA)
3 – Owen Wright (AUS), Jeremy Flores (FRA), Josh Kerr (AUS)
4 – Matt Wilkinson (AUS), Bede Durbidge (AUS), Ethan Ewing (AUS)
5 – John John Florence (HAV), Italo Ferreira (BRA), Hiroto Ohhara (JAP)
6 – Jordy Smith (AFS), Ian Gouveia (BRA), Evan Geiselman (EUA)
7 – Gabriel Medina (BRA), Adrian Buchan (AUS), Nat Young (EUA)
8 – Joel Parkinson (AUS), Conner Coffin (EUA), Stu Kennedy (AUS)
9 – Filipe Toledo (BRA), Joan Duru (FRA), Leonardo Fioravanti (ITA)
10 – Connor O’Leary (AUS), Sebastian Zietz (HAV), Kanoa Igarashi (EUA)
11 – Kolohe Andino (EUA), Frederico Morais (POR), Jack Freestone (AUS)
12 – Mick Fanning (AUS), Michel Bourez (PLF), Ezekiel Lau (HAV)
Todos os campeões:
2016 – Jordy Smith (AFS)/Joel Parkinson (AUS)
2015 – Mick Fanning (AUS)/Adriano de Souza (BRA)
2014 – Jordy Smith (AFS)/John John Florence (HAV)
2013 – Taj Burrow (AUS)/Julian Wilson (AUS)
2012 – Kelly Slater (EUA)/Joel Parkinson (AUS)
2011 – Kelly Slater (EUA)/Owen Wright (AUS)
2010 – Kelly Slater (EUA)/Bede Durbidge (AUS)
2009 – Mick Fanning (AUS)/Dane Reynolds (EUA)
2008 – Kelly Slater (EUA)/Taj Burrow (AUS)
2007 – Kelly Slater (EUA)/Pancho Sullivan (HAV)
2006 – Bede Durbidge (AUS)/Kelly Slater (EUA)
2005 – Kelly Slater (EUA)/Phil MacDonald (AUS)
2004 – Joel Parkinson (AUS)/Kelly Slater (EUA)
2003 – Richie Lovett (AUS)/Taj Burrow (AUS)
2002 – Luke Egan (AUS)/Michael Campbell (AUS)
2000 – Andy Irons (HAV)/Jake Paterson (AUS)

FONTE

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